DR ERIVELTON LAGO- O ADVOGADO QUE ENTREVISTOU JESUS CRISTO NA NOITE QUE ANTECEDEU A SUA PRISÃO E SUA MORTE - (PARTE IV)

Advogado Erivelton: Por falar na morte, o que ela nos ensina?
JESUS: O filho do meu amigo Mochéh morreu aos sete anos. Era o seu filho mais velho. Ele chorou bastante, coisa rara um homem chorar seu filho, pois os pais, sabendo que toda vida é precária, tomavam bastante cuidado para não se apegarem demais aos pequenos durante seus primeiros anos. Transtornado, mochéh veio se refugiar na minha oficina, seu filho só tinha 07 anos de idade, ele não aceitava a morte, estava fechado, punho cerrado, triste, cabisbaixo. Reclamava ele: Porque ele? E Tão jovem! Nunca havia pecado. Não teve tempo. É injusto. Mochéh exclamava: Porque Deus o levou? Isso pode existir, um Deus que deixa matar crianças?
Advogado Erivelton: E você, o que disse a Mochéh?
JESUS: O óbvio. É doloroso tentar compreender o incompreensível...A morte. Para suportar este mundo é preciso desistir de entender o que o ultrapassa. A morte não é injusta porque não sabemos quem é a morte. Tudo o que sabemos dela é que ela nos priva de nossos entes queridos. Mas onde teu filho está? Perguntei a Mochéh! O que ele sente? Tu não sabes e nunca saberás como Deus pensa. Tudo o que tu sabes é que Deus nos ama. Eu disse essas coisas para ele.
Advogado Erivelton: Mas Jesus, o que é Justiça?
JESUS: Justiça é um valor de justa contradição que Deus nos dá igualmente a todos: A vida e depois a morte. O resto depende dos homens e suas circunstâncias.
Advogado Erivelton: Você convenceu Mochéh com esse conceito de Justiça?
JESUS: Não, diante da morte do filho a sua fé e sua crença desapareceram. Ele até me perguntou porque chorei tanto quando meu pai José morreu.
Advogado Erivelton: O que Você respondeu para ele?
JESUS: Respondi que quando meu pai partiu, eu disse a mim mesmo que não teria mais nem uma hora a perder para amar aqueles que amo, eu não podia mais adiar. Diante do mal eu sofro, mas o sofrimento não é uma ocasião para odiar, é uma ocasião para amar.
Advogado Erivelton: E aí, o que ele disse? Você o convenceu?
JESUS: É, ele pela primeira vez levantou a cabeça para mim e finalmente parecia me ouvir. Aí eu continuei a falar para ele que seu filho mais velho estava vivo e que ele deveria amá-lo, pois a única coisa que a morte nos ensina é que precisamos amar urgentemente.
Advogado Erivelton: e depois dessas belas colocações o que fez Mochéh?
JESUS: A partir desse dia ele parou de chorar. Ele continuou lamentando a ausência do filho, mas converteu a sua confusão em afeição. Nada elimina a tristeza; mas o coração verdadeiro a torna útil e benéfica.
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- A Entrevista de Jesus (Parte I) - O JULGAMENTO DE JESUS PELO SINÉDRIO
- A entrevista de Jesus (Parte II) - A INFÂNCIA DE JESUS, AS TRAVESSURAS DO MENINO E A MORTE DE JOSÉ
- A entrevista de Jesus (Parte III) - JESUS E REBECA
- A entrevista de Jesus (Parte IV) - A JUSTIÇA E A MORTE
- A entrevista de Jesus (Parte V) - O ENCONTRO DE JESUS COM DEUS
- A entrevista de Jesus (Parte VI) - JESUS, O CONSELHEIRO ESPIRITUAL ENCONTRA JOÃO BATISTA
- A entrevista de Jesus (Parte VII) - JESUS E AS MULHERES NA SUA PEREGRINAÇÃO
- A entrevista de Jesus (Parte VIII) - É PRECISO AMAR TAMBÉM AQUELES QUE NÃO NOS AMAM
- A entrevista de Jesus (Parte IX) - OS MILAGRES DE JESUS
- A entrevista de Jesus (Parte X) - JUDAS, O DISCÍPULO AMADO
- A entrevista de Jesus (Parte XI) - JESUS NO PALÁCIO DE HERODES
- A entrevista de Jesus (Parte XII) - NÃO HÁ AMOR MAIOR DO QUE DAR A VIDA POR SEUS AMIGOS
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